Resumo O Serviço Nacional de Saúde (SNS) em Portugal confronta-se com desafios sistémicos de acesso e eficiência, manifestados em listas de espera cirúrgicas prolongadas e na sobrecarga crónica dos Serviços de Urgência (SU). Uma parcela substancial desta procura é atribuída a queixas musculoesqueléticas (ME), historicamente geridas através de uma via clínica sequencial e ineficiente que exige o Médico de Família como ponto de acesso obrigatório. Este artigo propõe a redefinição estratégica do papel do Fisioterapeuta (FT), posicionando-o como um agente ativo e de primeiro contacto nos Cuidados de Saúde Primários (CSP). Integrando a visão global de acesso direto e analisando o sucesso de modelos internacionais (Reino Unido, Austrália, Canadá e Holanda), bem como o potencial epistemológico da fisioterapia brasileira na Saúde Coletiva (Peixoto, 2025), são apresentadas estratégias para otimizar o fluxo de utentes. A evidência sugere que o acesso direto resulta numa redução significativa dos custos do sistema, num menor volume de sessões de tratamento e na otimização do fluxo nos SU. Adicionalmente, discute-se a integração do capital humano de fisioterapeutas brasileiros como catalisador para uma prática focada na comunidade.
Palavras-chave: Fisioterapia; Cuidados de Saúde Primários; Acesso Direto; Custo-Efetividade; Saúde Coletiva; Migração.
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Peixoto, J. A. (2025). O fisioterapeuta como agente ativo nos cuidados de saúde primários em Portugal (1.0). Zenodo. https://doi.org/10.5281/zenodo.17932345







