
1. Estimular o pensamento crítico em fisioterapia: rejeita-se o status quo. A missão é desafiar os pressupostos do modelo biomédico redutor, ultrapassar o modelo biopsicossocial e promover uma reflexão contínua sobre as implicações éticas, políticas e sociais da nossa prática. Queremos que os profissionais questionem “porquê” e não apenas “como”.
2. Resgatar as humanidades (Sociologia, Filosofia e História) Defende-se que não é possível tratar humanos sem compreender a Humanidade. Valorizamos e integramos a Sociologia, a Filosofia e a História como ferramentas clínicas essenciais. O fisioterapeuta tem que conhecer a história da sua profissão, assim como, a forma como outras profissões adquiriram o seu poder.
3. Fomentar o rigor científico e a razão: Reforçar a importância de um corpo de conhecimento sólido e baseado na evidência, afastando decididamente qualquer deriva metafísica, esotérica ou pseudocientífica. A nossa autoridade política depende da nossa credibilidade científica.
4. Estimular o surgimento de “arquitetos sociais”: É pretendido inspirar o fisioterapeuta a sair do consultório e a agir como um agente político e arquiteto social. Pretendemos que tenha a capacidade para intervir no planeamento social e urbano, desenhando cidades acessíveis, políticas de saúde justas e combatendo as barreiras estruturais que geram incapacidade. Assim como, contactar com outras áreas de conhecimento, como a Antropologia, a Arqueologia, a Psicologia e a Biotecnologia, onde possa evoluir, moldar, e contribuir para o empoderamento da profissão.

